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Você sabia que existem diversas vantagens cognitivas e neurológicas para os alunos bilíngues? E que o desenvolvimento da comunicação verbal traz benefícios sociais e culturais e molda a atividade e arquitetura cerebral? Afinal a maioria dos falantes do mundo é bilíngue. E você?

| 22/09/2021

A neurociência do bilinguismo. 

O bilinguismo ou o plurilinguismo estão cada vez mais em evidência, graças às redes sociais e à necessidade de comunicação com cada vez mais pessoas de todos os lugares, culturas e línguas. Não é por nada que mais de 70% da população do mundo se considera bilíngue ou plurilíngue. O interesse no bilinguismo, entretanto, vem de muito tempo antes das redes sociais e, no início, não era sequer visto de forma positiva como hoje.

Até os anos 60, a maioria das pesquisas científicas identificava o bilinguismo como um fator que atrapalhava o aprendizado. Hoje em dia os estudos demonstram o contrário.

Hoje sabemos que os bilíngues têm vantagens consideráveis ao serem comparados aos seus pares monolíngues, especialmente no que diz à resolução de problemas, já que o bilinguismo no cérebro atua diretamente no sistema inibitório das funções executivas. Falando de maneira simples, o bilíngue tem que pensar o tempo todo se o que está falando está adequado ao contexto linguístico em que se encontra, fazendo com que a área das funções executivas se desenvolva mais. Há vários estudos que afirmam que a vantagem bilíngue leva também a um menor risco de sofrer de Alzeimer e doenças degenerativas mentais, bem como uma melhor capacidade empática, dentre outras. 

Muita gente, contudo, acha que só se aprende a segunda língua quando criança. Isso se dá em função de um dos mitos mais comuns em neurociência que é o dos “períodos críticos”, que seriam os períodos ideais para se ter o estímulo. Segundo esse mito, passada a janela de estímulo, a capacidade de aprender fica reduzida. No entanto, isso é cientificamente um mito, pois em humanos não há prova alguma de tal período, pelo menos não com toda essa intensidade. As pessoas têm sim períodos onde estamos mais sensíveis a certos estímulos em função da especialização neuronal que está acontecendo. No entanto, a plasticidade neural, ou seja, a capacidade do cérebro de recrutar neurônios para fazer tarefas diferentes das que foram inicialmente gerados, faz com que sempre possamos desenvolver diferentes habilidades e a língua é uma delas. Mais ainda, bilíngues que se tornaram proficientes quando adultos demonstram menor perda de memória quando comparados aos seus pares monolíngues. 

Por fim, além dessas vantagens cognitivas e neurológicas, há também benefícios sociais valiosos que advêm do fato de ser bilíngue, entre eles a capacidade de explorar uma cultura com o uso de sua língua nativa ou de falar com alguém com quem você nunca seria capaz de se comunicar de outra forma. As vantagens cognitivas, neurais e sociais observadas nas pessoas bilíngues destacam a necessidade de considerar como o bilinguismo molda a atividade e a arquitetura do cérebro e, finalmente, como a língua é representada na mente humana, especialmente porque a maioria dos falantes no mundo experimenta a vida através de mais de uma língua.

A comunicação verbal e todo o aspecto cognitivo são habilidades aprendidas e aperfeiçoadas com esses estímulos. Tudo isso é resultado do aprendizado do cérebro.

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